Naquele
tempo era usual a rapaziada trocar entre si fotos suas em formato BI. Não sei,
mas parece-me presidir a esta prática uma ideia próxima à que envolvia o
coleccionismo de vistosos cromos de raças humanas, animais ou jogadores de futebol. Com uma diferença
assinalável: por nada se permutavam
fotos com terceiros como se fazia às figurinhas repetidas tendo em vista a
supressão de faltas e ampliar o acervo
pessoal. Uma fotografia do condiscípulo, vizinho ou primo era recebida e dada
como uma chancela de amizade. Já o sentimento envolvido com os retratos das
raparigas era outro, podendo expressar um propósito confessado de enamoramento…
Só mais tarde os pequenos retratos haveriam de ceder aos formatos mais
desafogados, ilustrando não apenas os fotografados de meio corpo, mas inteiros
e devidamente enquadrados com o ambiente onde haviam sido captados. Uma boa
parte das fotos trocada durante a desassossegada correspondência do período da
guerra colonial, entre madrinhas e afilhados, são disso um exemplo.
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É corrente haver uma figura masculina que se sobrepõe como objeto de admiração ao pai. No meu caso, foi o meu tio Zeca. E onde encontr...
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Aqui temos o bairrismo tatuado na capa plastificada do álbum ao ilustrar as únicas três travessias então existentes na cidade invicta…....
Olha o meu pai na tua colecção!
ResponderEliminarGrande abraço
Pedro Aboim de Brito
Boa!O pai mais novo que o filho!Um grande abraço para todos!
ResponderEliminarrenato
Aproveito para te pedir o teu endereço de email para te fazer um convite. Depois explico... por agora é segredo, principalmente para os meus pais!
ResponderEliminarAbraço
monteirorenato7@sapo.pt
ResponderEliminarJá está! Só agora é que dei pela tua última mensagem. Abraço!