E
cá estou eu, maquilhado por abusivos e delicados pincéis. Que o menino haveria
de parecer primorosamente rosado. ( O picturalismo é só saúde, não?) Pobre
rapaz, a penar mais com as idas ao
fotógrafo do que com as incursões ao
barbeiro do bairro. E tudo para o zeloso cumprimento dum ritual que, tal como o
meu pai, me parecia inútil. Pois que sentido fazia comungar se eu era tão
descrente como uma formiga, um cão, o periquito azul que cantava na gaiola de
certa vizinha? Mas lá teve que ser. A verdade, é que o único prazer proporcionado
pela celebração daquela manhã solene, ficou-se pela degustação do último croissant,
deixado na mesa da sacristia, a que deitei tardiamente a mão.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
-
Naquele tempo era usual a rapaziada trocar entre si fotos suas em formato BI. Não sei, mas parece-me presidir a esta prática uma idei...
-
É corrente haver uma figura masculina que se sobrepõe como objeto de admiração ao pai. No meu caso, foi o meu tio Zeca. E onde encontr...
-
Aqui temos o bairrismo tatuado na capa plastificada do álbum ao ilustrar as únicas três travessias então existentes na cidade invicta…....
boneco... e de respeito!
ResponderEliminarda crença de periquitos, cães e formigas não podemos cantar de galo, infinitas e insondáveis que são as manifestações do Criador, nosso como dos outros bichos e também das coisas mais do universal etéreo
e quem desperdiçaria um croissant (curiosa expressão, de fé) que atire a primeira (, as seguintes e a última) pincelada num retrato do Rapaz
;_)))